Fordismo, Toyotismo e Volvismo, suas origens e etapas no desenvolvimento das organizações


Organização é uma forma de associação humana que viabiliza a construção de objetivos, mas perdeu força prática, pois organizações passaram a ser fins de si mesma isso se deu por causa da mecanização do trabalho e suas conseqüências. O surgimento de fabricas e linhas de montagem acelera as mudanças na organização. Na indústria automobilística manual e descentralizada, se produzia menos se gastava mais e a quantidade era baixa. Foi quando Henry Ford introduziu seus conceitos reduzindo os custos, melhorando a qualidade e produtividade e reduziu o tempo de preparação da s máquinas, seus carros eram produzidos para ter facilidade na operação e manutenção.
Todas essas vantagens fizeram da Ford a maior indústria automobilística que acabou com o trabalho manual, pois antes, várias tarefas eram incubadas para uma única pessoa, mas agora os trabalhadores exerciam uma única função, surgiu então à figura do Engenheiro Industrial para controlar.
E com a introdução do sistema burocrático, a Ford produzia em massa tudo que queria, mas eles não sabiam gerenciar a empresa sem ser centralizado, isso foi seu declínio, mas Alfrad Sloan que vitimou a Ford aperfeiçoando o sistema da Ford criou 5 modelos de veículos, enquanto a Ford tinha apenas um. As empresas americanas dominavam o mercado automobilístico, mas não durou muito, pois a Europa começou a fabricar veículos mais adaptados ao continente, mas a crise do petróleo a estagnação das empresas americanas e européias o os concorrentes japoneses colocou em cheque a produção em massa. No início eles não se preocupam com as necessidades sociais no trabalho e nem com o ser - humano nas organizações, Elton Mayo foi o primeiro. Depois venho Herberg e McGregor que focaram na integração dos indivíduos na organização foi desse enfoques que surgiram os RH.
Surgiu também a Abordagem Sociotécnica, Teoria dos sistemas, Teoria Contingencial, Teoria da Evolução de Darwin, todas essas teorias contribuíram para o crescimento e desenvolvimento das organizações.
Vou falar agora sobre a Toyota produções flexível. Eiji (Engenheiro Japonês) visitou a Ford e mandou uma carta para empresa falando das possibilidades de melhoras da produção voltou para seu país e refletiu junto com seus especialistas em produção e viu que a produção em massa não funcionaria no Japão, foi dessa reflexão que surgiu a produção flexível e a empresa automobilística mais eficiente, a Toyota.
Tiveram grandes crises após a 2ª Guerra Mundial, mas a (MITI) propôs uma série de planos em longo prazo para superar essa crise. Exemplos: reduziu o tempo de alteração dos equipamentos, criou um novo modelo de relação capital-trabalho, escolheu um líder para os trabalhadores e deu-lhes várias tarefas abriam discussões para melhorias na produção, organizar seus fornecedores em grupos funcionais que por sua vez fizeram os mesmo com seus subfornecedores criando assim uma estrutura piramidal. Os fornecedores da Toyota eram independentes, mas internamente ligados no desenvolvimento dos produtos da empresa
O fluxo de componentes era baseado no just-in-time “no tempo certo”, esse sistema opera com base em redução de estoques por isso a segurança obriga cada componente do processo produtivo antecipar os problemas e assim evitando-os.
Toyota opta pela formação de grupos fortes, integrando várias áreas de processo, produto e engenharia industrial.
Toyota e Ohno levaram mais de 20 anos para implementar todas essas idéias, as conseqüências foram positivas para a produtividade, qualidade e a velocidade de resposta para a demanda do mercado. A Toyota atingiu um nível bem sucedido capitalizando as necessidades do mercado e assim ganhando a sua confiabilidade, e maior oferta de modelos.
A Ford e a General Motors procuram produzir um modelo por planta, as da Toyota fazem dois ou três.
No fim dos anos 60, a Toyota trabalhava dentro do conceito de produção flexível, os automóveis japoneses tentaram adotar esse método, mas não podemos falar que isso tenha ocorrido, ou ocorra.
O mesmo que ocorreu com os princípios fordistas, Tayloristas também ocorreu com o princípio toyotista, uma visão mais ampla mostra que o toyotismo não seria mais que uma evolução do fordismo.
O toyotismo tende a ser aprendido pela sociologia industrial e do trabalho, tornou-se a “ideologia – orgânica” da organização da produção de mercadorias, tornou-se também adequados as condições de uma transição para a pós – grande indústria, e a consolidação do trabalho sem matéria na esfera produtiva que exige uma nova forma de cooperação.
O novo método de gestão da produção, em sua gênese sócio – histórica, pelo sistema Toyota, conseguiu assumir no limiar do século XXI.
Por ter surgido em um momento de crise da organização taylorista – fordista o toyotismo tende a ser considerado um modo de organização pós – fordista. Mas tanto o fordismo/taylorismo, como o toyotismo, são partes da 2° Revolução Industrial.
Todos eles estariam preocupados com o controle do elemento subjetivo no processo de produção capitalista.
Desta vez utilizaremos outro exemplo: a Volvo.
Apesar de seu grande porte responde por 15% do produto nacional bruto e 12,5% da exportação suecas.
Volvismo combina flexibilidade funcional na organização do trabalho com um alto grau de automação e informatização, é também um excelente exemplo de produção diversificada da qualidade. A Volvo integrou a internaciolização da produção e a democracia da vida no trabalho.
Uddevalla foi construída através da consideração da presença humana.
A capacidade de produção é de 40.000 carros por ano a organização do trabalho é baseada em grupos.
Turnover é a utilização de mão – de – obra estrangeira. Nos anos 80 os jovens não queriam mais serviços que refletissem os conceitos tayloristas.
Nos anos 70 o nível de competitividade aumentou e para suprir isso foi necessário um maior nível de variedade. Para atender o mercado a mão – de – obra cresceu.
A Volvo caminha em direção a automação e o aumento da flexibilidade.
O objetivo da Volvo é projetar um trabalho perfeito, que até torne os operários saudáveis, aumentar a produtividade, combinar aspectos de produção e de alta tecnologia.